A trilha sonora que começou no fliperama
- Fabio Mergulhão

- 20 de nov.
- 2 min de leitura
Atualizado: há 2 dias
Antes do videogame estar na sala de casa, ele estava na rua. O arcade foi o ponto de partida para muita gente entrar no universo dos games. Aquele ambiente barulhento, iluminado e competitivo era mais do que um lugar para jogar.
O fliperama pode ser considerado uma das primeiras redes sociais de uma geração. A gente se conhecia pelo jogo que escolhia, pelo apelido no ranking e pelo estilo de jogar. Amizades nasciam no botão Start, rivalidades se resolviam no controle e ninguém queria ser o próximo a perder a ficha.

A trilha sonora ajudou a tornar tudo inesquecível, era a música que deixava a adrenalina no corpo e marcava cada momento. Era ela que separava quem estava só passando o tempo de quem estava completamente imerso.
Mortal Kombat e Tekken fazem parte dessa memória. Primeiro nos arcades, depois nos consoles que chegaram em casa, Super Nintendo, Mega Drive, PlayStation e tudo que veio depois. Os gráficos mudaram, a jogabilidade evoluiu, mas a trilha sonora continuou sendo o elo mais profundo entre jogador e jogo.
Em Tekken existe uma camada interessante. Em 1996, faixas do jogo ganharam remixes na cena jungle e drum and bass na Inglaterra, provando que a relação entre videogames e música eletrônica sempre foi profunda. Na Moskito buscamos exatamente essas conexões, onde a trilha sonora de um jogo conecta culturas e vira memória.
Quando essas trilhas voltam em vinil, elas não trazem só músicas. Elas trazem de volta o clima do fliperama, o barulho das fichas, o frio na barriga antes da luta e a certeza de que atravessaram gerações.
Moskito Eletriko. Conectando gerações através da música e dos videogames.


